Eu não sei se sou só eu, ou se parece que não há mais nada de interesse em Portugal sem ser o referendo do aborto.
Eu não sei se sou só eu, mas parece-me que a alternativa ao referendo é o debate instrutório do processo Apito Dourado.
E de repente percebi que o que está em causa nos 2 temas quentes da actualidade, é basicamente a mesma coisa:
1 - Ambas as questões rondam aspectos de ordem financeira (sim, que ninguém me venha com histórias da protecção da mulher, e condenação - os principais vencedores do SIM serão as clínicas privadas)
2 - Em ambos os casos, certas pessoas deram umas fodinhas e acabaram fodidos.
Eu até tenho medo do que virá a seguir desta moda passar!
2007-01-31
2007-01-24
Jovens pelo Sim ou pelo "oh si, si, me gusta!"
Por curiosidade fui ver o site do movimento "Jovens pelo Sim" e descobri que têm um blog.
Nesse blog vem o seguinte:
Jantar Jovens Pelo SIM
COIMBRA
Quinta-feira, 25-Jan, 20h
Canina das Químicas, em frente à Faculdade de Medicina - Coimbra
Jantar, intervenções dos vários movimentos [Fernando Gonçalves pelo movimneto Jovens Pelo SIM], actuação dos Rebimbomalho, leilão de obras doadas por artistas da região.
Preço: 10€ / 12,50€
Inscrições para 962916842
Ou seja, depois de RAP apoiar este movimento, temos esse fantástico conjunto musical REBIMBOMALHO.
Estou quase convencido!
Nesse blog vem o seguinte:
Jantar Jovens Pelo SIM
COIMBRA
Quinta-feira, 25-Jan, 20h
Canina das Químicas, em frente à Faculdade de Medicina - Coimbra
Jantar, intervenções dos vários movimentos [Fernando Gonçalves pelo movimneto Jovens Pelo SIM], actuação dos Rebimbomalho, leilão de obras doadas por artistas da região.
Preço: 10€ / 12,50€
Inscrições para 962916842
Ou seja, depois de RAP apoiar este movimento, temos esse fantástico conjunto musical REBIMBOMALHO.
Estou quase convencido!
Os problemas de se ser humorista
Ontem à noite estava a ver televisão e vi o Ricardo Araújo Pereira (RAP, para os bloggers).
Como fanático que sou, pedi para porem o som mais alto para ouvir o que se passava.
Fui então surpreendido (ou talvez não) por uma notícia em que RAP teria participado na apresentação do folheto do movimento "Jovens pelo Sim".
A partir daí, borrifei-me no assunto e continuei a jantar, uma vez que não era nada de relevante!
Hoje, lembrei-me de ir ver como tinha corrido a intervenção do RAP e as notícias tinham títulos do género "Gato Fedorento fala a sério e diz «sim»", "Humorista Ricardo Araújo Pereira fala «a sério» sobre o aborto", e por aí fora.
A dúvida que se coloca é a seguinte: a necessidade de se frisar que RAP iria falar a sério era por ele ser humorista ou por apoiar o movimento "Jovens pelo Sim"?
Pessoalmente, não sei qual das duas tem um carácter jocoso mais acentuado!
Mas o RAP não resistiu e lá mandou mais uma laracha:
«Um panfleto como este parece-me um passo para esclarecer os jovens de forma satisfatória. Aliás uma coisa que me parece refrescante neste panfleto é o facto de não condenar ninguém à excomunhão nem a perdição eterna»
E eu a pensar que o que estava em causa era se existe vida antes das 10 semanas e, de acordo com a Constituição Portuguesa, é um direito inviolável ou se, pelo contrário, até às 10 semanas existe um aglomerado de células que não são nada e que, por isso, podem ser extraídos do corpo da mulher, como se de um apêndice se tratasse.
Ainda bem que RAP nos elucidou e disse que isto não é mais do que um questão religiosa!
Como fanático que sou, pedi para porem o som mais alto para ouvir o que se passava.
Fui então surpreendido (ou talvez não) por uma notícia em que RAP teria participado na apresentação do folheto do movimento "Jovens pelo Sim".
A partir daí, borrifei-me no assunto e continuei a jantar, uma vez que não era nada de relevante!
Hoje, lembrei-me de ir ver como tinha corrido a intervenção do RAP e as notícias tinham títulos do género "Gato Fedorento fala a sério e diz «sim»", "Humorista Ricardo Araújo Pereira fala «a sério» sobre o aborto", e por aí fora.
A dúvida que se coloca é a seguinte: a necessidade de se frisar que RAP iria falar a sério era por ele ser humorista ou por apoiar o movimento "Jovens pelo Sim"?
Pessoalmente, não sei qual das duas tem um carácter jocoso mais acentuado!
Mas o RAP não resistiu e lá mandou mais uma laracha:
«Um panfleto como este parece-me um passo para esclarecer os jovens de forma satisfatória. Aliás uma coisa que me parece refrescante neste panfleto é o facto de não condenar ninguém à excomunhão nem a perdição eterna»
E eu a pensar que o que estava em causa era se existe vida antes das 10 semanas e, de acordo com a Constituição Portuguesa, é um direito inviolável ou se, pelo contrário, até às 10 semanas existe um aglomerado de células que não são nada e que, por isso, podem ser extraídos do corpo da mulher, como se de um apêndice se tratasse.
Ainda bem que RAP nos elucidou e disse que isto não é mais do que um questão religiosa!
2007-01-16
Novo Regime de Protecção no Desemprego
À conta da minha digníssima esposa, cujos serviços forma dispensados a partir de 01/01/2007 da empresa onde trabalhava desde 1998, fiquei a saber o funcionamento do novo regime de protecção no desemprego.
Meu amigos, aquilo parece um conjunto de medidas saídas do Código de Processo Penal (adiante designado de CPP).
Senão vejamos:
A Carla tem de se apresentar quinzenalmente na Junta de Freguesia, como forma de comprovar que está desempregada (como se isso provasse qualquer coisa).
No CPP existe uma coisa que é o termo de identidade e residência, que obriga a apresentações periódicas na esquadra da zona.
Mais, ela pode ser chamada para prestar serviço comunitário.
Não é que este princípio me choque - já que o Estado lhe está a pagar, que contribua com qualquer coisa em prol da comunidade.
Só que essa é uma das formas de punição de pessoas que cometam crimes em que não se justifique a prisão.
Agora pergunto: quem é despedido já não foi suficientemente penalizado?
Se isto é protecção, então imagino o que seria um sistema sancionatório!
Irra!
Meu amigos, aquilo parece um conjunto de medidas saídas do Código de Processo Penal (adiante designado de CPP).
Senão vejamos:
A Carla tem de se apresentar quinzenalmente na Junta de Freguesia, como forma de comprovar que está desempregada (como se isso provasse qualquer coisa).
No CPP existe uma coisa que é o termo de identidade e residência, que obriga a apresentações periódicas na esquadra da zona.
Mais, ela pode ser chamada para prestar serviço comunitário.
Não é que este princípio me choque - já que o Estado lhe está a pagar, que contribua com qualquer coisa em prol da comunidade.
Só que essa é uma das formas de punição de pessoas que cometam crimes em que não se justifique a prisão.
Agora pergunto: quem é despedido já não foi suficientemente penalizado?
Se isto é protecção, então imagino o que seria um sistema sancionatório!
Irra!
2007-01-10
Quem foi o gajo?
Na sequência de um post que fiz no outro blog em que colaboro (Communis Opinio), fiquei a pensar num assunto que me deixou preocupado e que gostaria de partilhar.
ALGUÉM ME DIZ QUE DEU OS NOMES ÀS PARTES QUE COMPÕEM O PÉNIS?
Quem é que se iria lembrar de termos como "escroto" e "prepúcio"?
Os nomes são arrepiantes: escroto parece uma mistura de esgoto com escarro.
E prepúcio? Será que, como diz o Óscar Branco, há um prepúcio, o púcio e o pospúcio?
Algo vai mal no reino dos genitais!
ALGUÉM ME DIZ QUE DEU OS NOMES ÀS PARTES QUE COMPÕEM O PÉNIS?
Quem é que se iria lembrar de termos como "escroto" e "prepúcio"?
Os nomes são arrepiantes: escroto parece uma mistura de esgoto com escarro.
E prepúcio? Será que, como diz o Óscar Branco, há um prepúcio, o púcio e o pospúcio?
Algo vai mal no reino dos genitais!
2007-01-08
Em termos de linguagem...
Há uns anos trabalhei com uma advogada que odiava a versão linguagem técnica da odisseia do Calimero e da Abelha Maia.
Verdade seja dita, a sonoridade do palavrão ultrapassa, em larga escala, a sonoridade do termo técnico.
Quem acha a palavra pénis foneticamente agradável?
E a expressão: "prostituta do pénis" ou "meretriz do orgão reprodutor masculino"?
Isto é bem mais ofensivo que o termo "p**a do c*****o".
É por isso que eu defendo que quem inventou os palavrões não devia ser criticado, mas sim louvado e premiado por ter dado um novo alento aos nossos tímpanos.
Verdade seja dita, a sonoridade do palavrão ultrapassa, em larga escala, a sonoridade do termo técnico.
Quem acha a palavra pénis foneticamente agradável?
E a expressão: "prostituta do pénis" ou "meretriz do orgão reprodutor masculino"?
Isto é bem mais ofensivo que o termo "p**a do c*****o".
É por isso que eu defendo que quem inventou os palavrões não devia ser criticado, mas sim louvado e premiado por ter dado um novo alento aos nossos tímpanos.
2007-01-03
Alguém me explica essa coisada da Passagem de Ano?
Na noite de 31/12/2006, uma amiga minha contou-me da dificuldade que teve em explicar ao filho de 4 anos o motivo de se celebrar de forma tão eufórica a passagem de ano.
Se calhar, digo eu, essa dificuldade advém do facto de ser algo sem explicação!
Por carga d'água celebramos o final de um ano?
O que é que isso tem de tão especial para ser celebrado?
Faz-se uma festa tão grande de 31 para 1, no dia 1 iniciamos o ano a ressacar e dia 2 voltamos ao trabalho e estamos uns dias a tentar lembrar que a data já não é 2006 mas sim 2007.
Mais cómico é as figuras que se fazem: engolir 12 passas ao som das badaladas, ir para cima de uma cadeira e saltar com o pé direito, usar uma peça de roupa azul e mais outra nova, etc.
Meus amigos, isto faz-me lembrar aquele anúncio da Mastercard - são imagens degradantes sem preço.
O que é que pode acontecer se não fizermos nada daquilo?
Será que as vítimas do Katrina se esqueceram de usar cuecas azuis na passagem de ano?
Será que o Saddam tropeçou e saltou com o pé esquerdo?
E aquele momento em que designamos os propósitos para o ano seguinte é de ir à lágrimas (a rir ou a chorar): um desejo por cada passa e elas são 12!!
Eu acredito que até à 6ª as coisas são sérias - mas a partir daí só me lembraria do querer comer a Bioncé e outras gajas boas.
E aqueles que estabelecem propósitos construtivos mas que começam o ano sem fazer nada a não comer uma canjinha!
É por essas e por outras que este ano celebrei a entrada do ano como se estivesse num jantar normal com amigos - e o resto que se lixe.
Para quem leva a sério essas coisas, desejo um feliz 2007 (seja lá o que isso for)!
Se calhar, digo eu, essa dificuldade advém do facto de ser algo sem explicação!
Por carga d'água celebramos o final de um ano?
O que é que isso tem de tão especial para ser celebrado?
Faz-se uma festa tão grande de 31 para 1, no dia 1 iniciamos o ano a ressacar e dia 2 voltamos ao trabalho e estamos uns dias a tentar lembrar que a data já não é 2006 mas sim 2007.
Mais cómico é as figuras que se fazem: engolir 12 passas ao som das badaladas, ir para cima de uma cadeira e saltar com o pé direito, usar uma peça de roupa azul e mais outra nova, etc.
Meus amigos, isto faz-me lembrar aquele anúncio da Mastercard - são imagens degradantes sem preço.
O que é que pode acontecer se não fizermos nada daquilo?
Será que as vítimas do Katrina se esqueceram de usar cuecas azuis na passagem de ano?
Será que o Saddam tropeçou e saltou com o pé esquerdo?
E aquele momento em que designamos os propósitos para o ano seguinte é de ir à lágrimas (a rir ou a chorar): um desejo por cada passa e elas são 12!!
Eu acredito que até à 6ª as coisas são sérias - mas a partir daí só me lembraria do querer comer a Bioncé e outras gajas boas.
E aqueles que estabelecem propósitos construtivos mas que começam o ano sem fazer nada a não comer uma canjinha!
É por essas e por outras que este ano celebrei a entrada do ano como se estivesse num jantar normal com amigos - e o resto que se lixe.
Para quem leva a sério essas coisas, desejo um feliz 2007 (seja lá o que isso for)!
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