Ou mesmo esta
TAQUETINHO OU LEBAS NO FUCINHO - Dos mesmos "gaijos"
já num qu'ria mais cumer
estava fartu dir pa escola
so gustaba de currer e dandar ò xuto à bola
num ixistem mais calções
nem babeiros de catraiujá nem me dom incontrões
cuando querem ieu num saiu.
Calessa bocanum digas isso qu'é pecado
olha cu pai e u Jesus fica zangadu
Numcusta nada pur ser quem sou ser delicado
taba fartu dir à missa
pra rezar u Padre Nossu
num gustaba mesmo nada de cumer du que num gosto
mimpingiam babuseiras
só me qu'rian mudelareram tantas as asneiras
e eu tinha que calar.
Calessa bocanum digas isso qu'é pecado
olha cu pai e u Jesusfica zangadu
Numcusta nada pur ser quem sou ser delicado
2007-10-31
Perolas da Literatura Musical Portuguesa (IV)
Então o que acham desta maravilha:
CHAMEM A POLICIA - "Travalhadores" do Comércio
Ero dez para uma no restaurante
Almoçaba alarbemente
A meio do café um garçom pedante
Chigou-se e pos-ma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num pago, num pago;
O gaijo braunco chamou o girente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia,
chamem a policia,
Chamem a policia queu num pago.
Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Pediume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da cunfeitaria
Qu’era mais siguro no tempo que curria.
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
CHAMEM A POLICIA - "Travalhadores" do Comércio
Ero dez para uma no restaurante
Almoçaba alarbemente
A meio do café um garçom pedante
Chigou-se e pos-ma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num pago, num pago;
O gaijo braunco chamou o girente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia,
chamem a policia,
Chamem a policia queu num pago.
Fui ver Lisboa a noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Pediume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu’era uso da cunfeitaria
Qu’era mais siguro no tempo que curria.
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:
Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia
2007-10-25
Perolas da Literatura Musical Portuguesa (III)
Ontem fui a uma coisa perfeitamente deprimente, muito mais que os tesourinhos deprimentes dos ainda (agora) mais deprimentes Gato Fedorento. Fui a um Karaoke. A desculpa é boa. O meu mano mais novo é um dos empreendedores de tal empresa junto com uma futura Mãmã com uma bonita voz. E como, quer um quer outro, têm uma casa para sustentar, bora lá ao Karaoke para ajudar.
De entre as coisas absolutamente deprimentes, como eu a tentar cantar o raio do "Oiça Lá Ó Senhor Vinho" por causa de uma menina que entretanto se recusou a cantar, ou o sempre eterno "Fado" da Dulce Pontes cantado com toda a alma de uma qualquer voz elogiada pela Mãe, Pai e namorado, este último por boas razões, apareceu-me esta coisa que eu, confesso, não conhecia. Rita Guerra e Beto, só o duo assusta. Não tenho dúvidas que a parelha daria para protagonista do filme Disney A Bela e o Monstro. Mas adiante. A pérola literária chama-se Brincando com o Fogo e digam lá que isto não é digno de constar das antologias importantes da nossa literatura. Dizem não e dizem muito bem. Eu ainda pensei em colocar uns comentários, mas achei melhor deixar estar como está, porque isto que se segue é uma verdadeira jóia, senão reparem:
Rita Guerra e Beto - Brincando com o Fogo
Vem no fim da noite sem avisar,
dança no silencio do teu olhar,
a chamar por mim, a chamar por mim.
Chega com a brisa que vem do mar,
brinca no meu corpo a desinquietar
Como um arlequim, como um arlequim
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou que vai fazer,
é um tanto faz, crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
E eu que jurei nunca mais cair,
nesses teus ardís nunca mais seguir
esse teu olhar, esse teu olhar.
- De nada nos vale tentar fugir
para que negar ou se quer fingir,
esse mal de Amar, esse mal de Amar.
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou
que vai fazer, é um tanto faz,
crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
De entre as coisas absolutamente deprimentes, como eu a tentar cantar o raio do "Oiça Lá Ó Senhor Vinho" por causa de uma menina que entretanto se recusou a cantar, ou o sempre eterno "Fado" da Dulce Pontes cantado com toda a alma de uma qualquer voz elogiada pela Mãe, Pai e namorado, este último por boas razões, apareceu-me esta coisa que eu, confesso, não conhecia. Rita Guerra e Beto, só o duo assusta. Não tenho dúvidas que a parelha daria para protagonista do filme Disney A Bela e o Monstro. Mas adiante. A pérola literária chama-se Brincando com o Fogo e digam lá que isto não é digno de constar das antologias importantes da nossa literatura. Dizem não e dizem muito bem. Eu ainda pensei em colocar uns comentários, mas achei melhor deixar estar como está, porque isto que se segue é uma verdadeira jóia, senão reparem:
Rita Guerra e Beto - Brincando com o Fogo
Vem no fim da noite sem avisar,
dança no silencio do teu olhar,
a chamar por mim, a chamar por mim.
Chega com a brisa que vem do mar,
brinca no meu corpo a desinquietar
Como um arlequim, como um arlequim
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou que vai fazer,
é um tanto faz, crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
E eu que jurei nunca mais cair,
nesses teus ardís nunca mais seguir
esse teu olhar, esse teu olhar.
- De nada nos vale tentar fugir
para que negar ou se quer fingir,
esse mal de Amar, esse mal de Amar.
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou
que vai fazer, é um tanto faz,
crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
2007-10-17
Poesia Experimental
ALOE VERA
ALÔ É A VERA
ALÔ COMI A VERA
OI? DIZ A VERA!
ALÔ! COMI-TE VERA
UI! C'A BOM VERA!
ps: escrito depois de reparar que até o raio do meu creme de barbear tem essa praga estampada no rótulo!
ALÔ É A VERA
ALÔ COMI A VERA
OI? DIZ A VERA!
ALÔ! COMI-TE VERA
UI! C'A BOM VERA!
ps: escrito depois de reparar que até o raio do meu creme de barbear tem essa praga estampada no rótulo!
Pérolas da literatura musical portuguesa (II)
Da mãe do rock português (José Cid)
Pouco e pouco (favas com chouriço)
São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar
Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama (Ela tira o pijama e o gajo vai fazer a barba! Mau!)
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar (Se fosse a ti mudava de rádio, pá!)
Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil
Chego à repartição (Este senhor é um funcionário público)
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa! (É impressão minha ou isto resvalou para a homossexualidade?)
(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois
(bis)
Às 5 e meia em ponto (Ninguém atende o telefone a esta hora numa repartição!)
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer
Faz-me favas com chouriço (Uma das melhores frases de engate de todos os tempos!)
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!
Vestiste-te de branco (Se lhe cai uma nódoa das favas lá vai o vestido pró maneta)
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira (Será que é desta que há sexo?)
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu (Deve estar cheio: favas à noite deixa qualquer um enfartado!)
Pouco e pouco (favas com chouriço)
São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar
Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama (Ela tira o pijama e o gajo vai fazer a barba! Mau!)
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar (Se fosse a ti mudava de rádio, pá!)
Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil
Chego à repartição (Este senhor é um funcionário público)
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa! (É impressão minha ou isto resvalou para a homossexualidade?)
(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois
(bis)
Às 5 e meia em ponto (Ninguém atende o telefone a esta hora numa repartição!)
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer
Faz-me favas com chouriço (Uma das melhores frases de engate de todos os tempos!)
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!
Vestiste-te de branco (Se lhe cai uma nódoa das favas lá vai o vestido pró maneta)
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira (Será que é desta que há sexo?)
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu (Deve estar cheio: favas à noite deixa qualquer um enfartado!)
2007-10-16
Perolas da Literatura Musical Portuguesa (I)
Abro as hostilidades, aqui o meu amigo Sérgio deve também conhecer várias destas pérolas, mas não resisto a colocar aqui esta. É do mais moderno que pode existir, actual, de uma profundidade literária nunca vista. E está mesmo a calhar com o post anterior. Realmente é para ter medo...
Pequeno T2
Eu sonhei, que o mundo estava a acabar
E isso fez-me pensar
Em tudo o que me resta fazer
Lamentei, tudo o que não fiz
Vou fintar qualquer obstáculo, para concretizar
Os meus sonhos
Refrão:
Apenas...
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar
Um pequeno T2 dois
Onde podemos viver os dois
Com vista para o mar e um jardim
Um carro com teto de abrir
Refrão: (2x)
Apenas...
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar
Só, me falta arranjar um emprego
Para poder estar contigo
Só contigo...
Vou tentar...
Encontrar!!
Refrão: (3x)
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar!
Pequeno T2
Eu sonhei, que o mundo estava a acabar
E isso fez-me pensar
Em tudo o que me resta fazer
Lamentei, tudo o que não fiz
Vou fintar qualquer obstáculo, para concretizar
Os meus sonhos
Refrão:
Apenas...
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar
Um pequeno T2 dois
Onde podemos viver os dois
Com vista para o mar e um jardim
Um carro com teto de abrir
Refrão: (2x)
Apenas...
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar
Só, me falta arranjar um emprego
Para poder estar contigo
Só contigo...
Vou tentar...
Encontrar!!
Refrão: (3x)
Tenho que virar
A minha vida de pernas para o ar
E procurar, uma casa
Para eu morar!
2007-10-09
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