Ontem fui a uma coisa perfeitamente deprimente, muito mais que os tesourinhos deprimentes dos ainda (agora) mais deprimentes Gato Fedorento. Fui a um Karaoke. A desculpa é boa. O meu mano mais novo é um dos empreendedores de tal empresa junto com uma futura Mãmã com uma bonita voz. E como, quer um quer outro, têm uma casa para sustentar, bora lá ao Karaoke para ajudar.
De entre as coisas absolutamente deprimentes, como eu a tentar cantar o raio do "Oiça Lá Ó Senhor Vinho" por causa de uma menina que entretanto se recusou a cantar, ou o sempre eterno "Fado" da Dulce Pontes cantado com toda a alma de uma qualquer voz elogiada pela Mãe, Pai e namorado, este último por boas razões, apareceu-me esta coisa que eu, confesso, não conhecia. Rita Guerra e Beto, só o duo assusta. Não tenho dúvidas que a parelha daria para protagonista do filme Disney A Bela e o Monstro. Mas adiante. A pérola literária chama-se Brincando com o Fogo e digam lá que isto não é digno de constar das antologias importantes da nossa literatura. Dizem não e dizem muito bem. Eu ainda pensei em colocar uns comentários, mas achei melhor deixar estar como está, porque isto que se segue é uma verdadeira jóia, senão reparem:
Rita Guerra e Beto - Brincando com o Fogo
Vem no fim da noite sem avisar,
dança no silencio do teu olhar,
a chamar por mim, a chamar por mim.
Chega com a brisa que vem do mar,
brinca no meu corpo a desinquietar
Como um arlequim, como um arlequim
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou que vai fazer,
é um tanto faz, crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
E eu que jurei nunca mais cair,
nesses teus ardís nunca mais seguir
esse teu olhar, esse teu olhar.
- De nada nos vale tentar fugir
para que negar ou se quer fingir,
esse mal de Amar, esse mal de Amar.
Chega quando quer e não quer saber,
nem do mal que fez ou
que vai fazer, é um tanto faz,
crer ou não crer.
Refrão:
Chega assim,
cavaleiro andante,
louco e triunfante,
como um salteador,
p'ra no fim, nos deixar a contas,
com as palavras tontas que dissemos por Amor.
2007-10-25
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2 comentários:
Podes traduzir? Não percebi nada da letra.
As palavras encaixam mais pela rima do que por qualquer snetido que se tenha querido dar a tão estapafúrdia letra.
*sentido.
Pelo desculpa pelo engano. Ainda estava sedado depois de ler tal pérola.
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